Obras:
01. Muralhas de Cristal –
Poesia – 1984, 2004;
02. Jogos de Calçada –
Poesia – 1989, 1996, 2004;
03. Foi Assim... – Contos –
1989;
04. O Lorde do Casarão –
Romance – 1990, 2021;
05. Limites de Segurança –
Romance – 1991, 2018;
06. Erosão – Romance – 1992,
2003;
07. O Cantor – Romance –
1995;
08. Passeio – Crônicas –
1996, 2014;
09. Um Deserto Logo Ali –
Romance – 1997, 2016;
10. A Amante do Rincão da
Madalena
– Romance – 1998, 2002, 2013;
11. Maricás Floridos –
Poesia – 2001, 2001;
12. O Jardim Chinês de
Pu-Uan – Contos – 2004;
13. Solto no Ar – Monólogo –
2006;
14. Moça Triste na Janela –
Poesia – 2006;
15. Max - O Príncipe
Guerreiro – Romance – 2007, 2007;
16. O Romance de Gravataí –
Romance – 2009;
17. Quatro Livros de Poemas
– Antologia – 2010;
18. No Abismo de Rosas –
Romance – 2012;
19. Das Coisas de Pouca
Importância – Crônicas – 2014, 2017;
20. Poemas em Si
Menor–Poesias – 2016;
21. Canção para Ana –Romance
– 2016;
22. Eu Tinha uma Boneca
Encantada. – Romance – 2017;
23. Longe de Casa – Crônicas
de Viagem – 2018;
24. Batalhão Gravataí –
Romance – 2019;
25. A Gata Carmelita –
Contos – 2020;
26. Uma noite Acampados –
Memórias – 2021;
27. O Lar das Meninas –
Contos – 2021;
28. O Homem do Livro –
Romance – 2022;
29. Dois Contos em Agosto –
Contos – 2022;
30. Viagem a Portugal –
Crônicas de Viagem – 2023;
31. O Cavaleiro Apressado –
Contos – 2024;
32. O Carrinho de Ferro –
Contos – 2025;
33. Um Passeio por Cidades
Mineiras – Crônicas de Viagem – 2025.
Projetos:
34 – Viagem pelas Terras de Pedro – Crônicas de Viagem;
35 – Desventuras de Apollo – Romance.
Livros que abordam a obra de
Borges Netto:
— Raízes de Gravataí, tomo
III, 2011, p203 a p215;
— Natureza da Palavra em
Borges Netto, E. Jablonski, 2014;
— Escritores Contemporâneos
de Gravataí vol.I,- E. Jablonski, 2016;
— Escritores Contemporâneos
de Gravataí vol.II, E. Jablonski, 2018;
— O Anjo da Asa Partida,
Eduardo Jablonski, 2021;
— 28 Dimensões, Eduardo
Jablonski, 2021;
— Jablonski, O Maestro das
Letras, Cecília Kemel, ed. Bestiário 2024.
Participação em coletâneas:
01.
Quando as Folhas Caem – Coletânea de Sangar Vidal
– 1985 – APAL/UNARGS
02.
Escritores de Gravataí em Prosa e Verso vol. I
– 1994 – Associação Literária de
Gravataí;
03.
Escritores de Gravataí em Prosa e Verso vol. II
– 1995 – Associação Literária de Gravataí;
04.
O Gravatá volume I
– 1997 - Associação Literária de Gravataí;
05.
1º Concurso Paulo Fink e Neto Saldanha de Literatura
– 1997 – Fundarc Fundação Municipal de Arte e Cultura/ALG;
06.
O Gravatá volume II
– 1999 - Associação Literária de Gravataí;
07.
Causos, contos e crônicas da ALG
– 1999 – Associação Literária de Gravataí;
08.
Escritos II – 2009
– Acad. de Letras de Porto Alegre/Clube Literário Jardim Ipiranga;
09.
Amigos das Letras – 2011
– Clube Literário de Gravataí;
10.
Coletânea Literária – 2012
– Clube Literário do Jardim Ipiranga;
11.
Poli: Nossas Memórias, Nossa História – 2023
– Alunos do Polivalente de Vila Progresso.
Crônicas
publicadas nos jornais:
— O Faro Ilustrado -
Canoas/RS;
— O Timoneiro – Canoas/RS;
— Correio de Gravataí – Gravataí/RS;
— Jornal ABC –
Canoas/RS.
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Texto de Carlos Albani para a revista ROSAVENTA
em seu volume 18, de dezembro de 2023
O HOMEM DO LIVRO (Borges Netto)
Neto
de agricultores, meus primeiros contos publicados foram na antologia Raízes de
Gravataí e Raízes de Santo Antônio, em 2009, baseados justamente na vida rural
de meus antepassados, de meus avoengos: sobre como meus avós paternos se
conheceram numa fábrica de geleias em Cachoeirinha e nos bailes da Morungava,
nos anos 1940; noutro conto, histórias de minha mãe e tia nas roças dos colonos
italianos de Bérgamo, nos morros de Santo Antônio da Patrulha, em 1960. Lembro
também, quando piá, de dar cana de açúcar para as vaquinhas na chácara de um
tio em Glorinha, e depois, em outro sítio, de outro tio, subir o Morro
Itacolomi em busca de fontes encantadas. Falo isso pois demonstra o meu pequeno
contato com o mundo rural, prevalecendo uma vida urbana e citadina de roqueiro
boêmio.
Mas
sem dúvida a vida rural é tema fundamental da literatura, talvez desde que o
grego Hesíodo, em “Os Trabalhos e os Dias”, ensinou a plantar, ou desde quando
poetas gregos como Teócrito e Virgílio, entre outras coisas, cantaram a vida
bucólica e pastoril que até hoje se desdobra mundo afora em movimentos
literários importantes, como foi o ciclo regionalista brasileiro nos anos 1930
e, claro, no cancioneiro gaudério local, que celebra de várias formas a vida
“lá de fora”, no campo, com seus cavalos, galpões e nas lavouras sulinas, entre
contistas, romancistas, poetas, pajadores e cantadores de vários matizes.
E é
esse embalo que o maior escritor gravataiense, Borges Netto, grande agitador da
cena local, junto ao Clube Literário, traz em inúmeros de seus romances,
especialmente no mais recente deles: “O Homem do Livro”.
Borges
enfoca o passado rural de Gravataí. Seu livro narra sobre Lucas Lousada,
agricultor, curiosamente, amante da leitura, que compra, com uma herança
familiar, uma chácara, da família Outeiro, nos arrabaldes de Gravataí, por
volta de 1952, e além de domar a terra que estava abandonada, semeando hortas, pomares,
milharais, canaviais e erguendo currais, busca uma companheira de vida, um amor
verdadeiro.
Lembro
de nossas várias conversas, Borges e eu, em sua enorme biblioteca, e nas
caronas entre as gráficas de Gravataí e Canoas, imprimindo os meus primeiros
livros, antes da pandemia, em que trocávamos leituras, divergências políticas,
causos cômicos e trágicos da vida. Borges sempre me contava de histórias de
quando ele era agricultor em Canoas, na juventude, inclusive, filiado ao
Partido Comunista Brasileiro, isso antes de virar escritor e lidar com
operários numa metalúrgica onde se aposentou como trabalhador.
Borges
é um grande cavalheiro, autêntico diplomata, agora cada vez mais curtindo a
maresia do Balneário Gaivota de Santa Catarina, um leitor impecável com locução
distinta, de belos poemas nos saraus mensais do Clube, um escritor de prosa
concisa e cristalina, sem muitos floreios e nenhum barroquismo. Mas mesmo sendo
homem criado no campo ele não deixa a rudeza superar a ternura como narrador.
Sendo
assim, tendo eu nascido e sido criado na operária periferia
urbana,
na COHAB-C, onde, antes de tudo, quando tudo isso era campo, haviam tambos de
leite na perigosa Curva do Bigode (reza a lenda, e os mais antigos rezam, que o
nome é por causa de um comerciante holandês e bigodudo que tinha seu mercado
bem ali), a prosa de Borges enfoca então duas coisas profundamente humanas: a
luta por satisfazer o cio da terra com enxadas, adubos e calos nas mãos; e a
luta ainda mais eterna de lavrarmos os pampas infinitos do coração, com a
semente de nossas paixões e solidões, fomes e serões da existência primordial,
por isso, fontes Inesgotáveis da arte.
Carlos Albani
Feira do Livro de Porto Alegre 2021
Na "garimpagem"
O filhote de quero-quero prendeu-se em linha de pesca.
Borges Netto: Positivo até no sangue
O Bisavô Chinês (materno).
Ou
o Barbeiro de Gravataí.
Correio de Gravataí, 08.11.2019 p8
Domingo a tarde era comum ir ao rio dos Sinos, na praia de Paquetá.
Em pé, da esquerda para direita: Léa (irmã), Ary (pai), Paulo (irmão), não identificada, Flávio (irmão), "Floquinho", não identificada, Sérgio "Quadrado", Borges Netto, Vandir, Não identificado.
Deitado: Antônio Rossi, o motorista.
Sentados: Carla Rossi, Maria Heloísa (irmã), José Carlos (irmão), Vanderlei Rossi.
Dois anos depois produzi um texto que não encontrei o título. Talvez não tivesse mesmo. Iniciado em 10.05.1979, terminei em 25.08.1979. Encontrei os originais já datilografados (lembram da máquina de escrever?). O texto completo tem 31 páginas.
Página 1

Além de excelente professora de tricô, minha madrinha Líbia é conhecedora de muitas histórias do passado da Aldeia. Vamos tricotando e relembrando histórias.
Dona Líbia também foi responsável por parte de minha educação, apesar da proibição da leitura de gibis na casa. Então tinha que mantê-los presos em cima dos cinamomos durante os dois anos em que morei com ela ali na Dr. Luis, debaixo da figueira.
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Tenho. E muitos. E ainda da época anterior a Informática. Aquela época em que tudo era registrado no papel. São projetos que, sei, não irão para frente. Há outro tanto igual ou maior no arquivo "Projetos para Desenvolver" do computador. Tenho até receio de abril toda esta papelada e descobrir que posso aproveitar alguma ideia ai contida. Já não tenho tanto tempo para esta tarefa.
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***********Início de 2019******************
Em busca do antepassado perdido
Borges Netto (a direita) e o primo Acimar, atrás de informações nos túmulos do cemitério da Morungava.
no túmulo 1.182.
Terminada a Feira do Livro, uma última escola a ser visitada neste ano: Escola Municipal Rui Ramos. Dia 08 de dezembro.Na foto: Claudio Wurlitzer, Círio de Melo, Borges Netto e Fernando Medina
Momentos da 32ª Feira do Livro de Gravataí:
Com a neta, Alice Jorge...
com a esposa, Denise Jorge...
e o autógrafo dos livros Longe de Casa e Limites de Segurança.
FLAGRANTES DA 32ª FEIRA DO LIVRO 2018
O repouso de Alice Jorge no colo do avô Borges Netto. "Um importante momento da maturidade".
E a hora do aguardado "lanchinho", enquanto espera os leitores para as compras. Afinal Alice precisa repor energia após organizar os livros.
Na estande do Clube Literário, Borges Netto (esq), Fernando Medina (centro) e Ester Polli (dir), num momento de descontração. Tema da conversa? Sempre a Literatura.
Aos seis meses, é minha foto mais antiga. Em 2017, durante a 31ª Feira do Livro
.
CURIOSIDADE
Além de personagens da Literatura Universal, os dois, aqui representados pelos atores Flávio Ávila e Dilque Dionis Westphal, para a encenação de Pesquisa de Sangue, de Luis Fernando Verissimo, trazem a dentição do protético Borges Netto. Sim, o escritor Borges Netto, além de Administrador, por anos atuou em Gravataí como protético.
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Na visita ao orfanato Borges é o papai-noel (2003). Da esquerda para direita, no alto: Denise Lopes (artista plástica), Vera, Círio de Melo (escritor), Eder Michel (esposo da poetisa Ana Michel), e Denise Jorge (a musa) abaixada.
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O amigo Darci Francisco Nardini em sua encenação de Dom Quixote com Sancho Pança (Graciele). Sucesso no encontro Loucura na Sociedade no auditório Edílio Fonseca.
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O fato de não ter muita simpatia com a bola é que o levou, durante a adolescência, para dentro da biblioteca da Escola Estadual Maria Josefina Becker, em Gravataí/RS
Nesta outra foto, Borges Netto é o quinto, da esquerda para a direita, de pé. Em ambas as fotos sua idade está por volta dos vinte e cinco anos.
Borges e o artista plástico Darci Nardini. Uma amizade nascida dentro da Fundarc - Fundação Municipal de Arte e Cultura, extinta em 2017.
O registro é de um sarau realizado dentro do Museu Municipal Agostinho Martha.
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E o Museu Municipal Agostinho Martha pegou fogo logo depois que o Arquivo Histórico se mudou para o mesmo prédio. A foto é o registro do rescaldo feito pelos artistas da cidade, onde aparece Borges Netto e o filho Felipe Jorge.1989
Feira do Livro antiga. Não há registro de data. Borges Netto, de pé, ao centro, ao lado de Edílio Soares Fonseca, seu vice-presidente do Clube Literário de Gravataí durante seus mandatos.
Com este "Destaque" o jornalista Cláudio Wurlitzer, em sua coluna, reconhece a importância do Clube Literário. Borges procura parceria com o crítico literário Eduardo Jablonski. Com isso traz qualidade nomeio literário.
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As coletâneas publicadas pela Associação Literária visavam descobrir talentos para Literatura.
O mutirão para pintar o museu. A Literatura sempre esteve presente em ações da comunidade.
A Literatura passa a chamar candidatos a Câmara de Vereadores e a prefeito para sabatinas.
São lançados concursos literários na cidade.
E é neste ano que criará o Clube Literário de Gravataí.
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"Uma justa homenagem que reconhece seu empenho a frente da Literatura na cidade".
Após a Feira do Livro segue a luta para popularizar a poesia e a arte literária de um modo geral. Borges passa organizar encontros de artes no restaurante Dona Bea, próximo ao que futuramente seria o Parcão da cidade (Beco do Bispo).§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§
Borges Netto foi o Presidente-Fundador e permaneceu no comando por cinco anos.

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O PRIMEIRO AUTÓGRAFO. É ALGO INESQUECÍVEL!!!
Mais de vinte anos depois encontrei o Moacir Scliar em Gravataí na Livraria Vai & Volta por ocasião do lançamento festivo da Feira do Livro. Entreguei a ele o pequeno recorte para um autógrafo. Ele ficou encantado.
Sobre este encontro escrevi uma crônica que está em Das Coisas de Pouca Importância p.76 , que vai abaixo:
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O evento que fez toda a diferença na minha vida: O I Encontro de Artes de Canoas. Valeu uma crônica em "Das Coisas de Pouca Importância", p79 ed. Clube Literário.
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A falta de pelos no corpo ainda não era moda para os homens. É genética. Bisneto pela parte materna de chinês com negra, a avó Maria, que só conheceu após o quartel. Já o chinês não encontrou registros. Apenas um velho retrato pintado a mão que a avó Maria dizia: É o papai. Não sabia o nome do próprio pai. Disse apenas que todos na casa o chamavam de papai. Então este era o seu nome.
E ali estou, o primeiro soldado de frente, da esquerda para a direita.
Valeu uma crônica "Das Coisas de Pouca Importância", publicado em 2014 - ed. Clube Literário:
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Exame de Admissão ao Ginásio
Para passar do Ensino Fundamental, que ia até o quinto ano, uma espécie de vestibular; o Exame de Admissão ao Ginásio. Era o terror de quem pretendia seguir estudando. Um bloco intermediário entre o Ensino Fundamental e o Ensino Médio, composto de quatro anos. Ia da primeira a quarta série. Rodei no primeiro exame. A mãe chamou o professor Setembrino, quase um gênio, filho de uma amiga. Dizem que ele era capaz de fazer até um jegue ser aprovado. E fui aprovado junto com meu irmão Flávio, dois anos mais velho que eu. Então bateu o desespero por vaga na escola pública. Fui enviado para Gravataí para a Escola Maria Josefina Becker. Meu irmão não teve igual sorte. Ficou em Canoas. E nunca mais estudou.
Fotografia era coisa para rico. Para outra classe social. Não havia possibilidade de pobre ser fotografado. Para amenizar isso as escolas públicas motivavam os pais para uma Lembrança Fotográfica com um custo baixo.
Esta é da Escola Estadual Fátima, onde me alfabetizei.
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A Casa onde nasceu Borges Netto

































































































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