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Memórias





Borges Netto - O escritor de Gravataí


Obras:


01. Muralhas de Cristal – Poesia – 1984, 2004;

02. Jogos de Calçada – Poesia – 1989, 1996, 2004;

03. Foi Assim... – Contos – 1989;

04. O Lorde do Casarão – Romance – 1990, 2021;

05. Limites de Segurança – Romance – 1991, 2018;

06. Erosão – Romance – 1992, 2003;

07. O Cantor – Romance – 1995;

08. Passeio – Crônicas – 1996, 2014;

09. Um Deserto Logo Ali – Romance – 1997, 2016;

10. A Amante do Rincão da Madalena

       – Romance – 1998, 2002, 2013;

11. Maricás Floridos – Poesia – 2001, 2001;

12. O Jardim Chinês de Pu-Uan – Contos – 2004;

13. Solto no Ar – Monólogo – 2006;

14. Moça Triste na Janela – Poesia – 2006;

15. Max - O Príncipe Guerreiro – Romance – 2007, 2007;

16. O Romance de Gravataí – Romance – 2009;

17. Quatro Livros de Poemas – Antologia – 2010;

18. No Abismo de Rosas – Romance – 2012;

19. Das Coisas de Pouca Importância – Crônicas – 2014, 2017;

20. Poemas em Si Menor–Poesias – 2016;

21. Canção para Ana –Romance – 2016;

22. Eu Tinha uma Boneca Encantada. – Romance – 2017;

23. Longe de Casa – Crônicas de Viagem – 2018;

24. Batalhão Gravataí – Romance – 2019;

25. A Gata Carmelita – Contos – 2020;

26. Uma noite Acampados – Memórias – 2021;

27. O Lar das Meninas – Contos – 2021;

28. O Homem do Livro – Romance – 2022;

29. Dois Contos em Agosto – Contos – 2022;

30. Viagem a Portugal – Crônicas de Viagem – 2023;

31. O Cavaleiro Apressado – Contos – 2024;

32. O Carrinho de Ferro – Contos – 2025;

33. Um Passeio por Cidades Mineiras – Crônicas de Viagem – 2025.

Projetos:

34 – Viagem pelas Terras de Pedro – Crônicas de Viagem;

35 – Desventuras de Apollo – Romance.


Livros que abordam a obra de Borges Netto: 


— Raízes de Gravataí, tomo III, 2011, p203 a p215;

— Natureza da Palavra em Borges Netto, E. Jablonski, 2014;

— Escritores Contemporâneos de Gravataí vol.I,- E. Jablonski, 2016;

— Escritores Contemporâneos de Gravataí vol.II, E. Jablonski, 2018;

— O Anjo da Asa Partida, Eduardo Jablonski, 2021;

— 28 Dimensões, Eduardo Jablonski, 2021;

— Jablonski, O Maestro das Letras, Cecília Kemel, ed. Bestiário 2024.

 

Participação em coletâneas: 


01.                Quando as Folhas Caem – Coletânea de Sangar Vidal

– 1985 – APAL/UNARGS

02.                Escritores de Gravataí em Prosa e Verso vol. I

 – 1994 – Associação Literária de Gravataí;

03.                Escritores de Gravataí em Prosa e Verso vol. II

– 1995 – Associação Literária de Gravataí;

04.                O Gravatá volume I

– 1997 - Associação Literária de Gravataí;

05.                1º Concurso Paulo Fink e Neto Saldanha de Literatura

– 1997 – Fundarc Fundação Municipal de Arte e Cultura/ALG;

06.                O Gravatá volume II

– 1999 - Associação Literária de Gravataí;

07.                Causos, contos e crônicas da ALG

– 1999 – Associação Literária de Gravataí;

08.                Escritos II – 2009

– Acad. de Letras de Porto Alegre/Clube Literário Jardim Ipiranga;

09.                Amigos das Letras – 2011

– Clube Literário de Gravataí;

10.                Coletânea Literária – 2012

– Clube Literário do Jardim Ipiranga; 

11.                Poli: Nossas Memórias, Nossa História – 2023

– Alunos do Polivalente de Vila Progresso. 

 

Crônicas publicadas nos jornais: 


— O Faro Ilustrado - Canoas/RS; 

— O Timoneiro – Canoas/RS;

— Correio de Gravataí – Gravataí/RS;

— Jornal ABC – Canoas/RS.  


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Texto de Carlos Albani para a revista ROSAVENTA

em seu volume 18, de dezembro de 2023

 

O HOMEM DO LIVRO (Borges Netto)

 

Neto de agricultores, meus primeiros contos publicados foram na antologia Raízes de Gravataí e Raízes de Santo Antônio, em 2009, baseados justamente na vida rural de meus antepassados, de meus avoengos: sobre como meus avós paternos se conheceram numa fábrica de geleias em Cachoeirinha e nos bailes da Morungava, nos anos 1940; noutro conto, histórias de minha mãe e tia nas roças dos colonos italianos de Bérgamo, nos morros de Santo Antônio da Patrulha, em 1960. Lembro também, quando piá, de dar cana de açúcar para as vaquinhas na chácara de um tio em Glorinha, e depois, em outro sítio, de outro tio, subir o Morro Itacolomi em busca de fontes encantadas. Falo isso pois demonstra o meu pequeno contato com o mundo rural, prevalecendo uma vida urbana e citadina de roqueiro boêmio.

Mas sem dúvida a vida rural é tema fundamental da literatura, talvez desde que o grego Hesíodo, em “Os Trabalhos e os Dias”, ensinou a plantar, ou desde quando poetas gregos como Teócrito e Virgílio, entre outras coisas, cantaram a vida bucólica e pastoril que até hoje se desdobra mundo afora em movimentos literários importantes, como foi o ciclo regionalista brasileiro nos anos 1930 e, claro, no cancioneiro gaudério local, que celebra de várias formas a vida “lá de fora”, no campo, com seus cavalos, galpões e nas lavouras sulinas, entre contistas, romancistas, poetas, pajadores e cantadores de vários matizes.

E é esse embalo que o maior escritor gravataiense, Borges Netto, grande agitador da cena local, junto ao Clube Literário, traz em inúmeros de seus romances, especialmente no mais recente deles: “O Homem do Livro”.

Borges enfoca o passado rural de Gravataí. Seu livro narra sobre Lucas Lousada, agricultor, curiosamente, amante da leitura, que compra, com uma herança familiar, uma chácara, da família Outeiro, nos arrabaldes de Gravataí, por volta de 1952, e além de domar a terra que estava abandonada, semeando hortas, pomares, milharais, canaviais e erguendo currais, busca uma companheira de vida, um amor verdadeiro.

Lembro de nossas várias conversas, Borges e eu, em sua enorme biblioteca, e nas caronas entre as gráficas de Gravataí e Canoas, imprimindo os meus primeiros livros, antes da pandemia, em que trocávamos leituras, divergências políticas, causos cômicos e trágicos da vida. Borges sempre me contava de histórias de quando ele era agricultor em Canoas, na juventude, inclusive, filiado ao Partido Comunista Brasileiro, isso antes de virar escritor e lidar com operários numa metalúrgica onde se aposentou como trabalhador.

Borges é um grande cavalheiro, autêntico diplomata, agora cada vez mais curtindo a maresia do Balneário Gaivota de Santa Catarina, um leitor impecável com locução distinta, de belos poemas nos saraus mensais do Clube, um escritor de prosa concisa e cristalina, sem muitos floreios e nenhum barroquismo. Mas mesmo sendo homem criado no campo ele não deixa a rudeza superar a ternura como narrador.

Sendo assim, tendo eu nascido e sido criado na operária periferia

urbana, na COHAB-C, onde, antes de tudo, quando tudo isso era campo, haviam tambos de leite na perigosa Curva do Bigode (reza a lenda, e os mais antigos rezam, que o nome é por causa de um comerciante holandês e bigodudo que tinha seu mercado bem ali), a prosa de Borges enfoca então duas coisas profundamente humanas: a luta por satisfazer o cio da terra com enxadas, adubos e calos nas mãos; e a luta ainda mais eterna de lavrarmos os pampas infinitos do coração, com a semente de nossas paixões e solidões, fomes e serões da existência primordial, por isso, fontes Inesgotáveis da arte.

 

Carlos Albani

 


No trem de Corumbá a Bauru. E, depois, São Paulo. 
Final da década de 1980. Travessia Leste/Oeste.


Escola Estadual Fátima - Canoas RS.


Exame de Admissão. O vestibular dentro do Ensino Fundamental
 para seguir nos estudos. Acontecia após a 5ª Série.



O autógrafo de Longe de Casa


Feira do Livro de Porto Alegre 2021

Na "garimpagem"



Denise Mônica Jorge

Final da adolescência com os irmãos (Esq. p/dir.): 
Borges Netto, Heloisa, Léa, Celso (cunhado) e José.

Borges Netto e o guia turístico Armando, em Petrópolis-RJ.
Situação narrada em Dos Restos Mortais de D. Pedro I.
Crônica do livro Das Coisas de Pouca Importância. 
O filhote de quero-quero prendeu-se em linha de pesca.
 Borges Netto sai do escritório e vai ao pátio da empresa em socorro.

Com alicate, agulha e linha, Borges Netto sutura, sem anestesia, a cachorra Florzinha, 
personagem em A Gata Carmelita, publicado em 2019.
Habilidade adquirida com o senhor Ary, o pai. 



Com os irmãos Flávio (esq.) e José (dir.) na pista de pouso da Base Aérea de Canoas.

Borges Netto: Positivo até no sangue




Na Praça do Quiosque, enquanto aguarda a apresentação de Glau Barros em out de 2021.
Feira de Rua em Outubro de 2021. Trocando ideias com os leitores.


Na Adolescência, com os irmãos.
Da esquerda para a direita: Borges Netto, José Carlos, Léa , 
Araí (cunhado) Lígia, Flávio e Heloísa.

A companheira de todos os momentos, Denise Jorge, em 35 anos de companheirismo.

Durante a recuperação da substituição do quadril em  abril de 2020.
A tríplice felicidade: Alice, Denise e Borges.
Dom Quixote sempre foi um ídolo. Por que não uma foto diante da estátua em Gravataí?
Neta dedicada, Alice cuida dos detalhes.

Recebendo o troféu Destaque em Literatura em nome 
de Mário Quintana, em Canoas/RS.



No Parque, em São Paulo/SP, década de 1980.


O Bisavô Chinês (materno). 

Ou 

o Barbeiro de Gravataí.


Ainda continuo tentando tocar violão. Desde longa data.




Correio de Gravataí, 08.11.2019 p8




Correio de Gravataí, 08.11.2019 p9

Correio de Gravataí, 08.11.2019 p8


Aniversário de 2007
Personalizado por Denise Pacheco Lopes,
A Denise Medonha.



Mensagens de Aniversário 2020

"Escrever para Borges Netto, me parece difícil demais. Afinal no ano em que eu nascia ele publica sua primeira obra, que eu sem saber vim a ler no 7 ano do ensino fundamental.. Sem imaginar que nos próximos 5 anos estaríamos frente a frente. A poesia entrou na minha vida e eu entrei na poesia, este homem inteligente, pouco turrão, me ensinou a declamar e a ser a poetisa que sou hoje.
Hoje é seu aniversário , e acho que a literatura esta em festa. Somos alguns na cidade, muitos no estado. Mas quando se fala em escritor de Gravataí Borges Neto, criador do clube literário, é o primeiro nome que nos vem... Fui, sou e serei fã sempre desse homem, que abriu as páginas do mundo literário quando eu tinha apenas 15 anos.
Parabéns muitos anos de vida.

Muitos versos

Muitos romances

Muitas historias"


Diovana Rodrigues 26.07.2020

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"Há pessoas que nos acompanham por toda a nossa vida...
Estão vendo esse homem que está me fotografando?
A primeira vista, ele parece um sargento, homem forte, durão, tipo Tropa de Elite, mas ele não me engana, não! Eu sei da sensibilidade de sua alma e de seu coração de poeta! Uma grande figura literária de nossa Gravataí. Escreveu e escreve livros, dignos de reconhecimento internacional! Mas ele sempre aciona o sargento para que ninguém descubra a fragilidade de seu coração! Talvez eu nunca tenha dito! Mas ele é um grande ídolo para mim. No entanto, nessa foto, ele teve a humildade de se portar como um fã. E eu, modestamente, prefiro acreditar que ele também seja meu fã. Afinal, foi ele que acreditou naquela “moça de olhos tristes”, naquela desconhecida que morria de vergonha de ter que interpretar os seus próprios poemas... E ele acreditou! E me fez acreditar que também havia uma poetisa em mim! GRATIDÃO, meu amigo! E feliz aniversário! E parabéns pelo Dia do Escritor, que foi ontem!"

Tamy Caureo – 26.07.2020

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33ª Feira do Livro de Gravataí - 2019
É hora de autografar o Batalhão Gravataí
                                            Autografando para a professora Ângela Xavier


Praia de Paquetá - Canoas-RS

Domingo a tarde era comum ir ao rio dos Sinos, na praia de Paquetá.
Em pé, da esquerda para direita: Léa (irmã), Ary (pai), Paulo (irmão), não identificada, Flávio (irmão), "Floquinho", não identificada, Sérgio "Quadrado", Borges Netto, Vandir, Não identificado.
Deitado: Antônio Rossi, o motorista.
Sentados: Carla Rossi, Maria Heloísa (irmã), José Carlos (irmão), Vanderlei Rossi.





Do Fundo das Gavetas:

Aos 17 anos, histórias de gosto duvidoso 
Nesta época escrevia muitas aventuras. As palavras fluíam com abundância e não tinha critérios estéticos. Só ia escrevendo. Entre 26.07.1974 e 10.06.1975, produzi Mahar, A Armadilha Fatal. Inclusive fazia os desenhos para a capa. Claro, com gosto duvidoso.

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Dois anos depois produzi um texto que não encontrei o título. Talvez não tivesse mesmo. Iniciado em 10.05.1979, terminei em 25.08.1979. Encontrei os originais já datilografados (lembram da máquina de escrever?). O texto completo tem 31 páginas.
Página 1
Página 31


Tributo ao Cerebelo 
04.05.2003

Capa

1ª Folha

A Crisálida no Vaso de Cristal 
20.08.1978 a 07.10.1978 

Página 1
Página 33

Os Meninos da Rua Ana Maria 
Esta rua está localizada no Bairro Fátima, em Canoas/RS, 
onde passei parte da infância, adolescência, e o início da vida adulta.

1ª Página
O Trágico Fim do Domador de Pessoas 
07.08.1993



1ª Folha

Os Contrabandistas 
01.06.1974 a 22.09.1974
1ª Folha


As escadarias da Cochinchina 
março de 1989

1ª Página

Ao Norte de Gravataí
Ambientado Na Santa Tecla (Gravataí/RS)
1ª Folha

A Sereia da Fonte do Forno 
15.11.2002


1ª Folha


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Terra II
Sem Leis Políticas

Texto analisado pela Editora Sulina
Página 1

Última de 48 Páginas

O Corredor 
29.10.1989


Os Celícolas
28.03.1974



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Primórdios das Publicações
Estas anotações viraram livros


A Amante do Rincão da Madalena

Inicialmente A Amante da Estrada do Oriçó - 16.10.1994

1ª folha

Passeio - A Crônica de Uma Vida

1ª folha

O Jardim Chinês de Pu-Uan  - 12.06.1990


O Romance de Gravataí
Inicialmente escrito para o sítio eletrônico "portalgravataí", ao ganhar o meio físico passou a chamar-se O Romance de Gravataí.
12.09.1990


1ª Folha



Buscando histórias interessantes 


Há uma centena de maneiras para ouvir os idosos. o essencial é ter paciência. Escolhi uma pouco provável: tricô. A pessoa vai tricotando e relembrando o passado.



Além de excelente professora de tricô, minha madrinha Líbia é conhecedora de muitas histórias do passado da Aldeia. Vamos tricotando e relembrando histórias.
Dona Líbia também foi responsável por parte de minha educação, apesar da proibição da leitura de gibis na casa. Então tinha que mantê-los presos em cima dos cinamomos durante os dois anos em que morei com ela ali na Dr. Luis, debaixo da figueira.
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E o livro para 2019?
Já está a caminho. O copião da capa foi encaminhado. Olha ele aí!




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Projetos parados? 


Tenho. E muitos. E ainda da época anterior a Informática. Aquela época em que tudo era registrado no papel. São projetos que, sei, não irão para frente. Há outro tanto igual ou maior no arquivo "Projetos para Desenvolver" do computador. Tenho até receio de abril toda esta papelada e descobrir que posso aproveitar  alguma ideia ai contida. Já não tenho tanto tempo para esta tarefa. 


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Que história é essa de poemas avaliados pela Censura da Polícia Federal?
Começo a fazer uma faxina geral aqui em casa. E inicio pela biblioteca. Somente os melhores livros permanecerão aguardando a segunda leitura que talvez não consiga realizar. 
O bom desta faxina é que encontrei poemas de minha adolescência.
E claro, tratando-se de material da década de 1970, o tradicional carimbo da Polícia Federal para o crivo da censura. Nada que me preocupasse. Sempre me considerei um bom moço.
Lendo agora o poema, me pergunto: por que mesmo a Polícia Federal não censurou esta "coisa"?

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NO PRELO: Batalhão Gravataí

A incrível convocação de João P. Garcia (Zeca) para a revolução farroupilha. Dado como morto, sua viúva Joana Antônia contrai novo matrimônio. Mas o soldado João Garcia não está morto e retorna ao Rincão dez anos depois de sua partida.



***********Início de 2019******************


***********Final de 2018******************


Em busca do antepassado perdido
Borges Netto (a direita) e o primo Acimar, atrás de informações nos túmulos do cemitério da Morungava.


A busca pelo nomes dos antepassados visa complementar o romance de 2019, Batalhão Gravataí, quando o bisavô João P. Garcia e Joana Antônia, protagonistas do romance, foram envolvidos no episódio Guerra dos Farrapos. Os restos mortais estão recolhidos 
no túmulo 1.182.


Visita nas Escolas

Terminada a Feira do Livro, uma última escola a ser visitada neste ano: Escola Municipal Rui Ramos. Dia 08 de dezembro.

Na foto: Claudio Wurlitzer, Círio de Melo, Borges Netto e Fernando Medina

32ª Feira do Livro de Gravataí - 2018


INICIA A CONSULTA MÉDICA COM O DR DRÁUZIO "VARETA" QUE DIAGNOSTICARÁ A APROXIMAÇÃO DO AUTOR COM A LITERATURA:

Dr. Vareta: Como iniciou a escrever?

(EM CONSTRUÇÃO)



 Momentos da 32ª Feira do Livro de Gravataí:

Com a neta, Alice Jorge...
 com a esposa, Denise Jorge...








e o autógrafo dos livros Longe de Casa e Limites de Segurança.


NOTÍCIA NO DIA 27 DE NOVEMBRO DE 2018














E NA REVISTA EVIDÊNCIA  ANO XXXIII Nº 242 11/2018




FLAGRANTES DA 32ª FEIRA D
O LIVRO  2018



O repouso de Alice Jorge no colo do avô Borges Netto. "Um importante momento da maturidade".

E a hora do aguardado "lanchinho", enquanto espera os leitores para as compras. Afinal Alice precisa repor energia após organizar os livros.




Na estande do Clube Literário, Borges Netto (esq), Fernando Medina (centro) e Ester Polli (dir), num momento de descontração. Tema da conversa? Sempre a Literatura.




*************Início de 2018****************


************Final de 2017****************


FLAGRANTES DA 31 ª FEIRA DO LIVRO - 2017

03 de dezembro de 2017
31ª Feira do Livro de Gravataí
Eu Tinha uma Boneca Encantada...

Os amigos atenderam ao meu chamamento.

Maria Izabel Moreira














Fernando Medina









Cláudio Wurlitzer
O amigo Paim
O critíco literário e revisor Eduardo Jablonski

Denise Medonha Lopes e Carmen
Verlaine Terres
Isab-El Cristina
A personagem central do romance: Maria Elocir Veigas
A Medonha e Maria Elocir
Denise Jorge, a esposa, e Lea, a irmã
Célia Jachmet

Lea
Isab-El e o jornalista Wurlitzer
A família: com as irmãs Lea e Ligia e os sobrinhos Fernando e Eduardo
Com Gracieli Muhl Zapello 




Aos seis meses, é minha foto mais antiga.                Em 2017, durante a 31ª Feira do Livro







******************2017******************



.          

                                       Foto de Fernando Bruno


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CURIOSIDADE 
O que fazem os personagens de Victor Hugo (O Corcunda de Notre-Dame) e Bran Stocker (O Vampiro Drácula) no Blog do Borges Netto?


Além de personagens da Literatura Universal, os dois, aqui representados pelos atores Flávio Ávila e Dilque Dionis Westphal, para a encenação de Pesquisa de Sangue, de Luis Fernando Verissimo, trazem a dentição do protético Borges Netto. Sim, o escritor Borges Netto, além de Administrador, por anos atuou em Gravataí como protético.







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Na juventude, fotos com os irmãos e as namoradas, na área rural do bairro Fátima. Da esquerda para a direita, Paulo, Neli, Heloisa Helena, Flávio (que aparece em algumas crônicas), Vandir e Borges. O ambiente rural é frequente em sua obra. Sempre há um chacareiro abandonando as tarefas e procurando um espaço na cidade.

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AÇÕES SOCIAIS DO CLUBE LITERÁRIO

Na visita ao orfanato Borges é o papai-noel (2003). Da esquerda para direita, no alto: Denise Lopes (artista plástica), Vera, Círio de Melo (escritor), Eder Michel (esposo da poetisa Ana Michel), e Denise Jorge (a musa) abaixada. 



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 Borges (por volta dos 30 anos) e Denise (por volta dos 23 anos) numa visita à Santos-SP. O registro foi feito por Alice Jorge. 




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E o autógrafo na 50ª Feira do Livro de Porto Alegre, com a irmã Lea Maria. Na juventude do autor, era sua leitora para os gibis improvisados que confeccionava copiando os desenhos e inventando os diálogos.



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O amigo Darci Francisco Nardini em sua encenação de Dom Quixote com Sancho Pança (Graciele). Sucesso no encontro Loucura na Sociedade no auditório Edílio Fonseca.




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Mau jogador de futebol, sempre sobrava a posição de goleiro, onde acabou se destacando (1º a esquerda, de pé). 

O fato de não ter muita simpatia com a bola é que o levou, durante a adolescência, para dentro da biblioteca da Escola Estadual Maria Josefina Becker, em Gravataí/RS
  




Nesta outra foto, Borges Netto é o quinto, da esquerda para a direita, de pé. Em ambas as fotos sua idade está por volta dos vinte e cinco anos.















 

Borges e o artista plástico Darci Nardini. Uma amizade nascida dentro da Fundarc - Fundação Municipal de Arte e Cultura, extinta em 2017.

O registro é de um sarau realizado dentro do Museu Municipal Agostinho Martha.





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E o Museu Municipal Agostinho Martha pegou fogo logo depois que o Arquivo Histórico se mudou para o mesmo prédio. A foto é o registro do rescaldo feito pelos artistas da cidade, onde aparece Borges Netto e o filho Felipe Jorge.








































   
   

                                       1989

 COM OS IRMÃOS E A SOBRINHA-AFILHADA


Esta foto de família reune todos os irmãos (da esquerda para a direita): Maria Heloisa, José Carlos, Lea Maria, Borges Netto, Flávio Luiz, Paulo Roberto e Lígia Maria. A bebê é Bianca, a sobrinha-afilhada.



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Cheguei aos 60 anos. Não há como parar o tempo. Na foto ao lado da neta Alice e da esposa Denise Jorge. Ao fundo o ex-presidente do Clube Literário Fernando Medina.

Feira do Livro antiga. Não há registro de data. Borges Netto, de pé, ao centro, ao lado de Edílio Soares Fonseca, seu vice-presidente do Clube Literário de Gravataí durante seus mandatos. 





2000

Com este "Destaque" o jornalista Cláudio Wurlitzer, em sua coluna, reconhece a importância do Clube Literário. Borges procura parceria com o crítico literário Eduardo Jablonski. Com isso traz qualidade nomeio literário.





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1999

As coletâneas publicadas pela Associação Literária visavam descobrir talentos para Literatura.

O mutirão para pintar o museu. A Literatura sempre esteve presente em ações  da comunidade. 






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1998
Criação do Clube Literário de Gravataí

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Poemas de Borges Netto passam 
a ilustrar matérias nos jornais.
 Sexo Tirando as Máscaras, apresentado no espaço que futuramente seria o Cineteatro, teve a pretensão de unir todas as artes. O organizador foi Paulo Taboada e Da Rocha.
 A Literatura passa a chamar candidatos a Câmara de Vereadores e a prefeito para sabatinas.
 São lançados concursos literários na cidade.

É o terceiro mandato de Borges no comando da Associação Literária. Correntes internas começam a se movimentar. Borges não é de enfrentamentos e se licencia da Presidência. 
E é neste ano que criará o Clube Literário de Gravataí.

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1997
Borges Netto é o patrono da XII Feira do Livro de Gravataí.

"Uma justa homenagem que reconhece seu empenho a frente da Literatura na cidade". 



Após a Feira do Livro segue a luta para popularizar a poesia e a arte literária de um modo geral. Borges passa organizar encontros de artes no restaurante Dona Bea, próximo ao que futuramente seria o Parcão da cidade (Beco do Bispo).


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1995
A Associação Literária de Gravataí leva seus autores à Feira do Livro de Porto Alegre para autógrafo coletivo.
Borges Netto foi o Presidente-Fundador e permaneceu no comando por cinco anos.




Posse festiva da Associação Literária de Gravataí

Em pé: Pedro Eltz, diretor-presidente da Fundarc, e 
Borges Netto, presidente da Associação Literária.
Em pé, escritor Borges Netto no discurso de 
posse, com a presença do prefeito Edir Oliveira.

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1991

De volta a Gravataí


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1985

Partida para São Paulo

Último trecho para chegar a São Paulo
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O PRIMEIRO AUTÓGRAFO. É ALGO INESQUECÍVEL!!!


Mais de vinte anos depois encontrei o Moacir Scliar em Gravataí na Livraria Vai & Volta por ocasião do lançamento festivo da Feira do Livro. Entreguei a ele o pequeno recorte para um autógrafo. Ele ficou encantado.
Sobre este encontro escrevi uma crônica que está em Das Coisas de Pouca Importância p.76 , que vai abaixo:

Do primeiro autógrafo
Do primeiro autógrafo, de fato, a gente nunca esquece. Lembro como se fosse hoje. Aconteceu na Feira do Livro do Colégio La Salle, em Canoas. Fui conduzido pelo pátio da escola. Debaixo da marquise três mesinhas retiradas das salas de aula. Estavam colocadas de maneira estratégicas para atrair os visitantes da pequena feira. Uma escritora aluna do La Salle, de nome Onéglia Oliveira, estava em uma das mesas. Fui acomodado na outra extremidade. A mesinha central estava vaga e não despertou minha atenção. A fila em busca de autógrafos estava numa média de três para um em favor da Onéglia. Mas não dava para desanimar, afinal ela era aluna, tinha professores envolvidos, colegas conhecedores de seus poemas. Até que eu estava indo bem. Desconhecido, apenas algumas crônicas de pouca importância publicadas em jornal. De repente chega o ocupante da mesinha central. Primeiro não acreditei nos meus olhos. Não podia ser o Moacyr Scliar. Não acreditei. Mas era ele mesmo, simples e simpático. Trazia debaixo do braço, a título de distração, um livro. Uma professora indicou seu lugar ao centro. Ele me apertou a mão como se fosse eu a atração. Não era coisa para se acreditar. O homem que encontrou o centauro no jardim estava ali, ao meu lado. Veio aquela vontade de chorar, que é comum sempre que me emociono, e não acreditei no que aquela feira tinha reservado para mim. Na minha sessão de autógrafo de iniciante. Ficar ao lado de um escritor consagrado como o Moacyr Scliar. Guardei todos os recortes do Jornal. Anos depois, quando ele já se imortalizara, encontrei-o em Gravataí e mostrei nossa foto estampada no envelhecido jornal, talvez vinte anos depois.
— Como tens isso guardado?
— Foi um dia de muita emoção — confessei. — E guardei para um dia pedir um autógrafo nesta reportagem.
E ele, sem um comentário, pegou o recorte e autografou. Depois disse:

— Não lembro. Mas foi emocionante para mim também. Todas as feiras de livros são emocionantes.

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1984

O evento que fez toda a diferença na minha vida: O I Encontro de Artes de Canoas. Valeu uma crônica em "Das Coisas de Pouca Importância", p79 ed. Clube Literário.




Da arte de desfazer casamentos
Meu primeiro casamento durou sete anos. Até o dia em que ela me deu um ultimato: ou eu (no caso ela) ou o Encontro de Artes de Canoas. Venceu o encontro de artes. A vida ficou triste pela ausência dos filhos. Mas logo me apaixonei outra vez. Fui morar em Sapucaia do Sul nos condomínios em frente ao Zoológico. À noite ouvíamos os rugidos dos leões. No terceiro mês tive vontade de arrastá-la pelos cabelos e jogar na jaula dos leões. Talvez não fosse a melhor solução, afinal os leões nada tinham a ver com isso. Foram três meses apenas. Não passou o contrato de experiência. Depois mudei para São Paulo e novamente me uni. Agora com uma advogada amazonense. Escritora. Gente difícil. Parecia querer me processar a cada coisa dita e não provada. Foram mais seis meses perdidos. Seguiu-se então uma quarta união que durou não mais que vinte dias, talvez menos, pois o período era de férias para vinte dias. Um ano de namoro e fomos passar a tal lua de mel no Pantanal do Mato Grosso. Lá mesmo já quis jogá-la dentro da boca do primeiro jacaré que abriu a bocarra para o barco. O retorno seria de trem numa diminuta cabine com beliche e pia. Foi uma viagem que durou trinta e seis horas. Atravessamos o Brasil de Oeste a Leste. De Corumbá a Santos com baldeação em Bauru. Em Bauru finalmente pudemos sair daquela minúscula cabine e tomar assentos como gente civilizada. Só quando decidi não mais tentar a sorte com casamentos é que encontrei Denise, e lá se foram mais de vinte anos. Melhor não falar muito. Pode dar azar.



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Depois deste encontro fui convidado para ser o representante de Mário Quintana em Canoas. Ainda assinava como João Antônio da Silva Neto conforme consta nesta reportagem. Vale uma crônica em "Das Coisas de Pouca Importância" p105 ed. Clube Literário.



Do Mário Quintana
Não acreditei quando recebi o recado. Fui chamado para receber o troféu Destaque em nome do Mário Quintana. Morava em Canoas e me encontrava numa fase ruim. Havia me separado da primeira esposa e ela me constrangia sempre que tentava ver os filhos. Sair com eles nem pensar. Estavam sempre “engripados”. E aquele recado mexeu com o meu ego. Representar o Mário Quintana. Respirei aliviado e já comecei a correr atrás de um terno e gravata emprestados. Mas não ficava por aí: era preciso uma companhia feminina. Era o que mandava a etiqueta naquele ano. Resolveria isso depois. Mas onde raio andava Mário Quintana? Abri jornais e nenhuma notícia do Mário. Vasculhei daqui e dali. Segundo me disseram, adoentado. Mas cá entre nós sabemos que ele não era adepto de homenagens e “puxações de saco”. Então lá ia eu representar o poeta maior. Consegui emprestada a namorada de um amigo para me acompanhar. Mas o amigo queria ir junto, afinal amigos era para essas coisas e haveria um jantar no local. — Não dá, disse eu, e ele deixou para lá. Esqueceu o assunto. E lá fui eu com namorada emprestada. Fomos de táxi e ficou combinado que retornaríamos de ônibus. Pouco dinheiro. O salário só sairia na outra semana. Ela num salto alto interessantíssimo. Durante o jantar comecei a perceber nela elementos interessantes. Mastigava com elegância. Tinha uma dentição perfeita. Um olhar brejeiro de pura sedução. Sorria para qualquer coisa. Recatada. E uma série de tiques interessantes. Mas a cinderela teve que ser devolvida antes da meia-noite. Quando chegamos, o amigo já consultava o relógio, ancorado no muro na frente da casa dela. — Por onde andaram? Não era até as vinte e três?  Não adiantou dizer que a carruagem atrasou. Que grande tolo com uma garota tão doce. Só esperava que a minha ex não comprasse o jornal do dia seguinte. Aí sim a pouca autoestima que restava cairia por terra.

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1976 


SERVINDO À PÁTRIA

 1976 - Foi a hora de Servir à Pátria. Saiu da lavoura e foi treinar tiros na Aeronáutica. E preparar-se para a Ala de Honra ao presidente militar Ernesto Geisel.
A falta de pelos no corpo ainda não era moda para os homens. É genética. Bisneto pela parte materna de chinês com negra, a avó Maria, que só conheceu após o quartel. Já o chinês não encontrou registros. Apenas um velho retrato pintado a mão que a avó Maria dizia: É o papai. Não sabia o nome do próprio pai. Disse apenas que todos na casa o chamavam de papai. Então este era o seu nome.








É hora de sair da lavoura e ir para o quartel - V Comando Aéreo Regional - QG de Canoas.
E ali estou, o primeiro soldado de frente, da esquerda para a direita. 
Valeu uma crônica "Das Coisas de Pouca Importância", publicado em 2014 - ed. Clube Literário:





Da ala de honra
Saí da lavoura em 1976 para servir à Pátria. Sentei praça no Quartel General da Aeronáutica, em Canoas. Soldado S2765001034NETO. Era o que dizia a placa de identificação. Lá a autoestima é extremamente reforçada. Você já acorda motivado se achando mais importante que o resto do mundo. E a grande verdade é que você é menos que o sargento e o cabo. Que o importante é seguir as normas militares: bater continência, marchar, dar tiros, educação física, normas, determinações... Foi uma mudança geral na minha vida. E muda mais ainda quando sou preparado para ser ala de honra. Nesta função o soldado tem que estar com sua farda impecável e formar uma fila diante da porta do avião onde irá desembarcar o Presidente. Naquele ano era o general Ernesto Geisel. E éramos treinados para prestar continência ao toque da corneta. Mas a função por trás do toque da corneta era a de proteção. Em caso de um disparo com arma de fogo, um transeunte com uma faca, entre centenas de possibilidades de atentado, a ordem era abraçar-se ao Presidente e mandar o mundo à merda. E o interessante é que íamos motivados para enfrentar a tarefa. Chegávamos a torcer por um estampido. Abraçar o presidente e dar às costas ao perigo. Uma morte gloriosa. Felizmente não viramos notícia no jornal por uma tragédia, mas saí na capa da Folha da Tarde de 21 de maio de 1976, prestando continência. Depois do quartel voltei para a lavoura por mais um tempo, coisa de seis meses. Agora entendendo finalmente como algumas religiões extremistas preparam seus homens-bombas a dar a vida por um ideal.



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1971

Exame de Admissão ao Ginásio

Para passar do Ensino Fundamental, que ia até o quinto ano, uma espécie de vestibular; o Exame de Admissão ao Ginásio. Era o terror de quem pretendia seguir estudando. Um bloco intermediário entre o Ensino Fundamental e o Ensino Médio, composto de quatro anos. Ia da primeira a quarta série. Rodei no primeiro exame. A mãe chamou o professor Setembrino, quase um gênio, filho de uma amiga. Dizem que ele era capaz de fazer até um jegue ser aprovado. E fui aprovado junto com meu irmão Flávio, dois anos mais velho que eu. Então bateu o desespero por vaga na escola pública. Fui enviado para Gravataí para a Escola Maria Josefina Becker. Meu irmão não teve igual sorte. Ficou em Canoas. E nunca mais estudou.

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1967

 Fotografia era coisa para rico. Para outra classe social. Não havia possibilidade de pobre ser fotografado. Para amenizar isso as escolas públicas motivavam os pais para uma Lembrança Fotográfica com um custo baixo. 
Esta é da Escola Estadual Fátima, onde me alfabetizei.




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1964
Mudança para Canoas
Casa onde morou Borges Netto até 1978


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1957
A primeira foto, aos seis meses.





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A Casa onde nasceu Borges Netto



















Esta paisagem bucólica é no atual bairro


 Dom Feliciano (Rua Pompílio Gomes) 
em Gravataí RS. 
A parteira Norica, prima do avô Joca Borges, 
foi quem atendeu a parturiente.
Esta casa ficava nos fundos do casarão dos Gomes,
tombado para a construção do edifício Açorianos, 
na rua Dr. Luiz Bastos do Prado
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