AUTÓGRAFO MAIS RECENTE DE BORGES NETTO NA
33ª Feira do Livro de Gravataí - 21 a 27 de outubro de 2019
27 de outubro às 17h
Praça De Cima (em frente da Prefeitura)
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Bibliografia
01. Muralhas de
Cristal – Poesia – 1984, 2004;
02. Jogos de
Calçada – Poesia – 1989, 1996, 2004;
03. Foi Assim...
– Contos – 1989;
04. O Lorde do
Casarão – Romance – 1990, 2021;
05. Limites de
Segurança – Romance – 1991, 2018;
06. Erosão –
Romance – 1992, 2003, 2025;
07. O Cantor –
Romance – 1995;
08. Passeio –
Crônicas – 1996, 2014;
09. Um Deserto
Logo Ali – Romance – 1997, 2016;
10. A Amante do
Rincão da Madalena
– Romance – 1998, 2002, 2013;
11. Maricás
Floridos – Poesia – 2001, 2001;
12. O Jardim
Chinês de Pu-Uan – Contos – 2004;
13. Solto no Ar
– Monólogo – 2006;
14. Moça Triste
na Janela – Poesia – 2006;
15. Max - O
Príncipe Guerreiro – Romance – 2007, 2007;
16. O Romance de
Gravataí – Romance – 2009, 2025;
17. Quatro
Livros de Poemas – Antologia – 2010;
18. No Abismo de
Rosas – Romance – 2012;
19. Das Coisas
de Pouca Importância – Crônicas
– 2014, 2017;
20. Poemas em Si
Menor – Poesias – 2016;
21. Canção para
Ana –Romance – 2016;
22. Eu Tinha uma
Boneca Encantada. – Romance – 2017;
23. Longe de
Casa – Crônicas de Viagem – 2018;
24. Batalhão
Gravataí – Romance – 2019;
25. A Gata
Carmelita – Contos – 2020;
26. Uma noite
Acampados – Memórias – 2021;
27. O Lar das
Meninas – Contos – 2021;
28. O Homem do
Livro – Romance – 2022;
29. Dois Contos
em Agosto – Contos – 2022;
30. Viagem a
Portugal – Crônicas de Viagem – 2023.
31. O Cavaleiro
Apressado – Contos –2024;
32. O Carrinho
de Ferro – Contos – 2025;
33. Um Passeio
por Cidades Mineiras – Viagem – 2025.
Prelo:
01. Um Passeio pela Cidade de Pedro - Viagem
02. Desventuras de Apollo - Romance
Participação em coletâneas:
01. Quando as Folhas Caem – Coletânea de
Sangar Vidal – 1985 – APAL-UNARGS;
02. Escritores de Gravataí em Prosa e Verso
vol. I – 1994 - Associação Literária de Gravataí;
03. Escritores de Gravataí em Prosa e Verso
vol. II – 1995 - Associação Literária de Gravataí;
04. O Gravatá vol. I – 1997 – Associação
Literária de Gravataí;
05. 1º Concurso Paulo Fink e Neto Saldanha de
Literatura – 1997 — Fundarc/ALG;
06. O Gravatá vol. II – 1999 – Associação
Literária de Gravataí;
07. Causos, contos e crônicas da ALG - 1999 -
Associação Literária de Gravataí;
08. Escritos II – 2009 – Academia de Letras de
Porto Alegre/Clube Literário Jardim Ipiranga;
09. Amigos das Letras – 2011 – Clube Literário
de Gravataí;
10. Coletânea Literária – 2012
– Clube Literário do Jardim Ipiranga;
11. Coletânea Literária – 2017 – Clube Literário do Jardim Ipiranga.
Crônicas publicadas nos jornais:
- O Fato Ilustrado - Canoas/RS;
- O Timoneiro - Canoas/RS;
- Correio de Gravataí - Gravataí/RS;
- Jornal ABC - Canoas/RS.
Livros que falam de sua obra:
- Raízes de Gravataí, tomo III, 2011, p203 a p215;
- Natureza da Palavra em Borges Netto, Eduardo Jablonski, 2014;
- Escritores Contemporâneos de Gravataí, vol. I,
Eduardo Jablonski, 2016;
- Escritores Contemporâneos de Gravataí, vol. II,
Eduardo Jablonski, 2018;
- O Anjo da Asa Partida, Eduardo Jablonski, 2021;
- 28 Dimensões, Eduardo Jablonski, 2021.
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Livro 33 - Um Passeio por Cidades Mineiras - Narrativas de viagem - 2025
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Livro 32 - O Carrinho de Ferro - Contos - 2025
Livro 31 - Viagem a Portugal - Narrativas de Viagem - 2024
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Livro 30 - O Cavaleiro Apressado - Contos - 2024
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Livro 29 - Dois Contos em Agosto - Contos - 2022
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Livro 28 - O Homem do Livro - Romance - 2022
A cansativa luta para fazer a terra produzir, a dura vida numa chácara e a busca pela companheira ideal, são o tripé desta narrativa sensível e tocante.
Nela, o leitor vai encontrar um homem, que apesar da luta e o amor pelo campo, não abandona seu ímpeto pelos livros, o tempo todo, levando-o à aventura das histórias que a ficção arrebata, e a terra com a dureza do dia a dia do solo.
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Livro 27 - O Lar das Meninas - Contos - 2021
"A escolha por contos já publicados e focados que tratassem do envolvimento amoroso entre homens e mulheres, ou entre rapazes e moças, embala este livro. embora se trate do mesmo tema, é abordado de maneiras tão diferentes, que oferecem ao leitor descobertas a cada página" Eduardo Jablonski
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Livro 26 - Uma Noite Acampados - Memórias
"Um noite acampados
não é um livro de memórias, mesmo que cite
fatos da vida das personagens.
Também não é uma novela ou um
romance. É um ato de amor praticado entre um avô
escritor para com sua neta Alice”. Eduardo Jablonski

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Livro 25
A Gata Carmelita - e outras histórias de gatos
Contos
2020
Em quinze histórias o
autor faz um passeio pela própria vida, adaptando episódios vividos ao foco da
obra: gatos. Impossível separar ficção da realidade. Aproveita para trazer a
público os dois anos que passou longe da família durante a adolescência para
estudar em Gravataí.
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Livro 24
Batalhão Gravataí
Romance
2019
Zeca Garcia é homem da terra e não da guerra. É homem simples
que nunca empunhou uma arma. Incorporado a Revolução Farroupilha, põe a prova
todos os valores da roça. Seu recrutamento é promessa de formação de um
batalhão em Gravataí ao destemido general Bento Gonçalves. Agora é hora de
lançar mão a lanças, adagas e espadas. Zeca Garcia tem apenas sua foice. Será
sua companheira durante os confrontos. É a ferramenta que o mantém preso a
terra. O romance é a saga da formação do clã Borges do Rincão da Madalena.
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Livro 23
Longe de Gravataí
Crônicas de viagem
2018
As viagens têm o dom de
nos afastar e nos desligar de tudo aquilo que está enraizado. Inclusive das
recordações. A emoção das coisas novas surge de maneira tão espontânea que nos
deixa com poucas palavras na hora de fazer os registros no papel. Jamais havia
pensado existir uma novidade num simples piscar de olhos e num desembarque.
Passado o deslumbramento, creio estar pronto para uma narrativa Longe de Casa.
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Livro 22
Eu tinha uma boneca encantada...
Romance
2017
Apresentação de Eduardo Jablonski
Todas as histórias de Borges Netto são
interessantes e prendem o leitor do começo ao fim, porém despertam uma
sensação, como se tivessem o foco de sensibilizar. Max, o príncipe
guerreiro gera pena. O senso comum diz que mostrar pena por outra
pessoa é negativo, mas discordamos. Se um homem ou mulher é bom, tem caráter e
sente pena por alguém, é a mesma coisa que mostrar compaixão, amor e carinho.
Não pensamos o mesmo de quem não tem caráter e gosta apenas de debochar ou
menosprezar o semelhante. Nesse caso, a pena seria um sentimento ruim.
Sobre Eu tinha uma boneca
encantada, Borges Netto volta a despertar um sentimento nos que o leem, mas
agora é de desgraça, de horror. Tudo de ruim aconteceu com Maria, a personagem
principal: foi violentada pelo pai desde a infância, pelo namorado, agredida
pelos pais e pela avó, trabalhou desde pequena e não aproveitou a infância,
teve um dos filhos assassinados, o mesmo que já ficara anos no Presídio
Central. Mesmo assim, parece ter gostado de viver. É necessário ressaltar que
se trata de uma história verídica.
De resto, a narrativa apresenta as
mesmas qualidades do maior escritor da história de Gravataí: frases curtas,
bem-ritmadas e de fácil entendimento. Acreditamos que, no futuro, Borges Netto,
que evolui de obra a obra, ainda será incorporado ao cânone da literatura
sulista.
(Eduardo Jablonski é mestre em Literatura
Brasileira pela UFRGS, professor e crítico literário)
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Livro 21
Canção para Ana
Romance
2016
O personagem principal, já idoso, tem
como tarefa escrever a história de sua vida. Para isso precisa visitar o
passado e trazer à tona seus sentimentos perdidos, a meiguice da infância e as
descobertas na adolescência. A história, comprada por um editor que lhe dá
dicas de como escrever, vai se emaranhando nas dificuldades de uma boa
narrativa literária. Com isso o autor consegue transmitir seu método de
trabalho, sua dedicação com os diálogos, sua extrema exigência com a leveza dos
parágrafos e a busca incansável da melhor palavra para se expressar.
Tudo começa com a viagem para se
dedicar aos estudos longe de casa. O adolescente, solitário entre os adultos na
lavoura, segue com seu violão para uma cidade estranha para conviver com outros
adolescentes e estudar. Lá forma uma banda. Quer tocar, na companhia de dois
outros estudantes, no bar noturno frequentado apenas por homens adultos. Isso
ajudará a preencher o tempo quando não está estudando. Com a apresentação dos
três o bar passa a ser frequentado também por jovens e, apesar dos rigores da
década de 1960, também por mulheres.
Os planos agora são maiores. Quer seguir
para São Paulo na busca de uma gravadora tão logo o ano letivo termine.
Entretanto um fato novo surge: o pai será candidato a Prefeito de Gravataí e o
quer de volta para assumir as tarefas na fazenda.
Apesar da promessa da viagem para São
Paulo, ele quebra o acordo e, por dez anos, se dedica as lidas campestres. É um
novo homem. Tem um novo público. Agora, aos finais de tarde, depois do
trabalho, toca para os animais. Com isso a produção leiteira aumenta e sua fama
se espalha. Todos querem trazer rebanhos de animais para ouvi-lo tocar. É
quando a jovem esposa de um importante líder político local surge e o envolve
no escândalo que o obriga, envergonhado, a fugir para reencontrar os amigos.
Reativa o bar e a banda está formada
outra vez. A ambição é a mesma, porém um acidente grave quando viajam para São
Paulo o devolverá a Gravataí.
Finalizará sua carreira com a
publicação do livro que contará sua trajetória como músico e que dá o título a
esta obra: Canção para Ana.
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Eduardo Jablonski faz a apresentação
Acompanhamos toda a
produção de Borges Netto. Os primeiros 17 livros estudamos para escrever Natureza da Palavra em Borges Netto. Poemas em si menor e Das coisas sem importância, os lemos
para confeccionar ensaios que integraram Literatura
Contemporânea de Gravataí I. Também fizemos um artigo sobre Canção para Ana, que deverá ser
publicado em Literatura Contemporânea de
Gravataí II, se o projeto tiver continuidade. Ainda pretendemos reunir dez ensaios
a respeito do autor, incluindo os últimos três, para lançar uma nova coletânea
que se chamaria Novos Estudos sobre Borges Netto.
Afirmamos tudo isso
para defender que conhecemos tudo que ele produziu, e Canção para Ana é seu livro mais bem acabado. Há boa concatenação
de frases, texto dinâmico, como se Borges Netto tivesse passado a vida em
redações de jornal, da mesma forma que Hemingway. Aqui, ao contrário dos
anteriores, procura evitar os problemas de sons, como aliterações, assonâncias,
ecos, colisões e anáforas. Não quer dizer que tenha conseguido extinguir todos
os entraves sonoros. Por exemplo, o melhor escritor da história no Rio Grande
do Sul, Moacyr Scliar, reescrevia dezenas de vezes cada texto, cortando e
acrescentando palavras, sempre em busca da melhor sonoridade. Mesmo assim, a
cada nova releitura, encontra outros problemas. Luiz Antonio de Assis Brasil
disse que o texto nunca estará pronto, sempre encontramos o que fazer.
Se Borges Netto
seguir nessa trilha, atingirá outro nível na literatura sul-rio-grandense e
forçará a aceitação do Cânone para si.
Eduardo Jablonski é mestre em
Literatura Brasileira pela UFRGS, professor e crítico literário.
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Livro 20
Poemas em Si Menor
Poemas
2016
"Estes Poemas em Si Menor assinalam a aproximação de Borges Netto da poesia pura, das imagens em todos os versos, da forte ampliação do significado. além disso, resgata lembranças e reflete sobre a vida. É seu melhor livro de poemas."
"Enfim, neste Poemas em Si Menor, Borges Netto ampliou todas as qualidades que já havia mostrado nas primeiras antologias. Expandiu o número de figuras de linguagem, aproximando-se da poesia pura; inspirou-se mais uma vez na natureza e convidou a amada para uma longa conversa, cheia de imagens."
Eduardo Jablonski, crítico literário, é Mestre em Literatura Brasileira pela UFRGS.
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Livro 19.2
Das Coisas de
Pouca Importância
Crônicas
2ª edição 2017
SINOPSE
“Neste livro conto minha vida. São 118
crônicas que vão do nascimento aos dias de hoje. As razões para escrever, os
amigos, a família. Procurei reunir tudo num livro”.
Das Coisas de Pouca Importância evidencia a
maturidade de Borges Netto como escritor. O ritmo do texto é fluente e
exato. Não se poderia acrescentar ou extrair nenhuma expressão. É uma escultura
de palavras, que o autor limou, buscando o detalhe. Afinal, alguém já não disse
que a perfeição mora aí? As frases curtas lembram Ernest Hemingway, inclusive
citado pelo autor como uma de suas influências.
A respeito da temática, ele ingressa no
mundo das lembranças de uma forma intimista. Fala da admiração que tem por seu
pai e por sua mãe, da vida difícil de agricultor, da descoberta da literatura,
que deslumbraria sua vida, e do amor que sente pela companheira, Denise Jorge,
uma paulistana arrancada do seu berço natal para viver entre o pampa e o
chimarrão gaudério. No entanto o autor não chega a se derramar pela mulher, mas
cada passagem em que a cita é como um beijo literário na sua fronte.
Outro fato encantador para quem teve o
prazer de passar os olhos pelos seus 18 livros é que nunca faz comentários
desagradáveis ou desabonadores a ninguém. No máximo lembra ter tido
relacionamentos desastrosos com as primeiras mulheres, mas não chega a falar
mal delas. Uma vez Mario Quintana afirmou que toda a sua vida está nos seus
versos. Parece que o mesmo se pode comentar sobre o autor. Não que ele escreva
apenas a respeito de si próprio, como fez em Das Coisas de
Pouca Importância. Às vezes, retrata a vida de amigos, como um boêmio e
mecânico, No Abismo de Rosas, e um artista plástico, em O
Romance de Gravataí. O que se percebe na sua literatura é que Borges
Netto deve ser uma grande pessoa no convívio diário, afora um escritor
competente.
(Eduardo Jablonski é
mestre em Literatura Brasileira pela UFRGS)
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Livro 19.1
Das Coisas de
Pouca Importância
Crônicas
1ª edição 2014
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Livro 18 No Abismo de Rosas Romance 2012O autor cria um personagem que reviverá importantes etapas da vida
do amigo Pedro paulino, violonista e mecânico, sem no entanto ser biográfico.
Narrado a partir de um acidente de trânsito na rodovia RS-020 no
ano de dois mil e onze, dali são resgatadas as fraquezas da juventude e as
situações que culminaram com a formação do caráter deste importante membro da
comunidade gravataiense.
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Livro 17Quatro Livros de PoemasAntologia Poética2010
O autor revisou seus velhos poemas publicados em quatro edições
distintas: Muralhas de Cristal, Jogos de Calçada, Maricás Floridos e Moça
Triste na Janela. E revisar velhos poemas é como retornar à casa paterna após
um longo período de afastamento. Um caminho que vai da infância à fase adulta.
E encontra seus primeiros passos na Literatura, trazendo as descobertas, as
decepções e a alegria de viver. è com este espírito que juntou seus quatro
livros de poemas e reviveu cada verso. Alguns foram mantidos intactos, enquanto
outros sofreram mudanças na busca de uma atualização poética como autor, dono
de seus próprios sentimentos, numa adequação ao aprendizado e ao amadurecimento.
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Livro 16
O Romance de Gravataí
Romance
2009
Tudo começa
com uma carta informando que um compromisso assumido na juventude, uma tela
pintada sob encomenda, havia sido localizada. Os dois amigos tornam a se
encontrar e resgatam o passado num romance que reúne um poeta e um artista
plástico, suas dúvidas, suas afirmações, suas buscas para alcançar as verdades,
apesar da condição humana, em diálogos simples que atingem os dilemas mais urgentes
da aventura diante do amor.
Alguns
elementos curiosos, como a tentativa da troca do nome da cidade, a estátua de
Aquiles jogada no rio Gravataí, o monumento ao pescador desconhecido, entre
outros, compõe a narrativa, onde tudo se mistura na rotina atribulada e imatura
das personagens que buscam firmar-se na sociedade, encontrar a própria
maturidade e o sentido da vida.
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Livro 15
Max - O Príncipe Guerreiro
Romance
2ª edição
2007
Vera Lúcia Barbosa de Souza, a mãe, pretendeu informar a sociedade a dificuldade e a luta para dar qualidade de vida ao filho Max, portador de meningomielocele, além de outras complicações de saúde. Foram 14 cirurgias até a publicação deste livro. Desde o nascimento de Maximilian ela registrou num diário sua dor e sua luta para evitar perder qualquer detalhe que pudesse ser importante no momento que conseguisse alguém para contar sua história.
O autor ficou com o projeto engavetado por dois anos, entre a responsabilidade de tratar com um assunto delicado e a dificuldade de lidar com um fato real. Vencido o desafio, em menos de um mês o resultado foi Max - O Príncipe Guerreiro, que traz os sentimentos da mãe diante do filho especial. numa linguagem simples e capaz de manter-se informativa, dá aos sentimentos de Vera um formato literário.
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Livro 14
Moça Triste na Janela
Poesias - 2006
Despreocupado com métrica ou estética e apenas registrando seus sentimentos, o autor traz a tona suas angústias e alegrias, com poemas escritos a partir da observação da vida e da natureza. como não podia deixar de ser, o amor é o maior protagonista.
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Livro 13 - Solto no Ar - Monólogo - 2006
A partir de um pedido do amigo Darci Nardini para se apresentar com um monólogo poético no Auditório Edílio Fonseca, o autor desenvolveu este trabalho tendo por base o poema Paixão, publicado em Muralhas de Cristal.
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Livro 12
O Jardim Chinês de Pu-Uan - Contos - 2004
São treze histórias emocionantes, selecionadas para compor este livro. apenas uma delas se passa no famoso jardim. as demais compõe a trajetória da vida do menino criado no bairro Bom Sucesso, em |Gravataí, e que na fase adulta adora passeios noturnos na região metropolitana. quando a idade chega, refugia-se em Canoas e passa a ser o observador que dará ao autor subsídio para as narrativas.
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Livro 11.2
Maricás Floridos
Poesias
2ª edição 2001
O título, extraído da paisagem às margens da estrada Vânius, em Gravataí/RS, procura amenizar a rejeição aos maricás, árvore espinhenta e incômoda que se alastra com rapidez indesejável.
Presentes no imaginário popular, diz a crendice que ao florir no início de fevereiro é prenúncio de inverno rigoroso.
Livro 11.1
Maricás Floridos
Poesias
1ª edição 2001
Na ótica do autor a espécie é merecedora de admiração ao se revestir de flores e perfumes, capazes de atrair uma gama de insetos e compor na natureza um canto de amor e poesia. Em 71 poemas, escritos entre 1989 e 2001, e lá se vão 12 anos da última publicação poética deste autor que enaltece sua cidade natal, esta edição é uma realização pessoal, escrita com fidelidade às coisas que o cerca e que acabam influenciando sua vida.
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10.3
A Amante do Rincão da Madalena
Romance
3ª edição 2013
Apaixonado por sua cidade
natal, o autor faz de Gravataí o palco para suas narrativas. Desta vez o
romance está ambientado no polêmico Rincão da Madalena.
Júlia veio a Gravataí na
tentativa de afastar a filha adoentada do grande
centro urbano, das correrias e da poluição, em busca de uma vida menos agitada,
e encontra as matas, os morros, os carros de boi, as carroças, a simplicidade
dos moradores, e todas as belezas naturais que só são encontradas ao longo da
sinuosa estrada do Rincão.
Encontra também Israel, um
homem derrotado pela rotina, que acaba descobrindo um motivo para renovar-se e
lutar, descobrir sentimentos há muito aprisionados pela vida em sociedade, pelos
estressantes dias de trabalho, e pela monotonia do casamento.
10.2
A Amante do Rincão da Madalena
Romance
2ª edição 2002
10.1
A Amante do Rincão da Madalena
Romance
1ª edição 1998
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09.2 - Um Deserto Logo Ali Romance
2ª edição - 2016 "É uma obra mais densa, que pode ser incluída em ambos os ciclos (ciclo do agricultor e ciclo do artista). o texto é fluente e ágil, como o dos melhores redatores. Borges Netto parece dever tudo ao jornalismo sem nunca ter estado numa redação".
Eduardo jablonski, crítico literário, é mestre em Literatura Brasileira (UFRGS).
Jacó é um personagem dúbio, confuso, tresloucado. Porém é um artista e o que importa é sua arte.
A grande paixão é Niceia, e ele vai encontrá-la em todas as mulheres que lhe cortam o caminho.
Um mergulho na mente conturbada de um homem.

09.1 - Um Deserto Logo Ali Romance
1ª edição - 1997
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08.2 - Passeio, a Crônica de uma Vida - Crônicas - 2014
Criatividade de Borges Netto
Misturar gêneros literários é comum. Depois de Joyce, vários escritores enveredaram por este caminho, principalmente mesclando romance com poesia. No entanto Ulysses e Finnegans Wake não vinham em forma de versos, mas num emaranhado textual e com inúmeros recussos estilísticos. apenas um escritor integrante do cânone (salvo desinformação) procurou resgatar os épicos antigos, ao mesmo tempo contando uma história, usando figuras de linguagem e compondo em versos: Mário Benedetti, apenas o maior escritor da literatura uruguaia. O também maior escritor - só que da literatura de Gravataí - Borges Netto, utilizou a mesma técnica, porém narrando e poetizando sua crônica sexual. dependendo do leitor que se deparar com essa obra aparentemente despretenciosa, poderá classificá-la como novela, embora não abrigue todos os elementos do gênero, como poesia, porque traz metáforas, sinédoques e outras figuras de retórica, minicontos ou até mesmo crônicas. entretanto este livro é tudo isso ou não é nada disso, porque da mescla surge o novo. A temática é a mesma: os relacionamentos amorosos do eu-lírico e vai por um caminho: a enumeração de fatos. Para os que apreciam uma obra de arte, esta é uma delas.
Eduardo jablonski é Mestre em Literatura Brasileira pela UFRGS
08.1 - Passeio, a Crônica de uma Vida - Crônicas - 1ª edição 1996
Nota da Primeira Edição
O
autor juntou ficção e realidade, com frases sem rima ou compromisso que
identificasse uma corrente literária e produziu Passeio, A Crônica de Uma Vida. Da juventude às companhias
femininas, despreocupado em resguardar uma imagem suave, pública ou religiosa,
sem importar-se com o calendário que dia após dia cristaliza os sentimentos,
até tornar impossível que a emoção pura, simples e ingênua se mostre.
Agora
autor e obra se confundem, cada dia é parte de um passeio, e passeio lembra
cenas felizes.
Com
pronomes na primeira pessoa e versos no
presente, acompanha a vida como um diário, dá nomes, assume desejos e os
realiza no papel, transmitindo com fidelidade cada ponto, cada caminho no
emaranhado do próprio coração.
Assim
é Passeio, A Crônica de Uma Vida. Assim é Borges Netto.
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07 - O Cantor - Romance - 1995
Descontente com o título e com o conteúdo, após a publicação o autor iniciou uma reformulação total do que escreveu. Em 2016 publica Canção para Ana. A base é a mesma para os dois livros. Mais maduro em sua literatura, enriqueceu a narrativa transformando o pequeno volume de 45 páginas em num volume mais denso.
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06.2 - Erosão - Romance - 2003 - 2ª edição
O romance vivido por Lione e Júlia, no sítio Berna, nas proximidades do morro do Itacolomy, vai contar os amores e desamores das personagens. Colocará em cheque o relacionamento no instante em que aparece uma terceira personagem. O relacionamento entre as duas não é novidade na Literatura, e tampouco concentra a atenção do autor. É apenas um detalhe na trama. Despreocupado com escola literária, Borges se detém apenas no que gosta de fazer: escrever sem importar-se com aprofundamento na questão, ou nas questões humanas.
06.1 - Erosão - Romance - 1992
Para a literatura que trata deste assunto não há meio termo: ou você ama ou você detesta. Na primeira edição (1992), Borges foi cauteloso, ocultou ao máximo o motivo que unia as personagens. Na segunda edição, se não foi ousado, ao menos deixou claro a união Lione. O tema é polêmico, porém o autor não trata dele. Apenas o descreve de maneira superficial deixando claro que o importante é a narrativa.
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05.2 - Limites de Segurança - Romance - 2018 - 2ª edição
Conheça os
passos de Jorge, o executivo desempregado que busca colocação num matadouro no
interior de Gravataí. Sua tarefa é simples: levar telefonia e luz elétrica a um
bairro esquecido por Deus e pelo poder público. Além disso, modernizar as
instalações e as atividades para tornar o empreendimento competitivo.
O local está
parado no tempo. As casas são muito antigas, as vias de escoamento inadequadas
e o ânimo dos moradores, comprometido. É o cenário perfeito para ele. Está
cheio de planos. Quer conhecer cada morador, cada atividade ali desenvolvida. Trazer
modernidade, turismo e inovações. Para tanto precisa enfrentar as convenções
locais e convencer que as mudanças são necessárias para que os filhos em idade
produtiva não migrem para os grandes centros.
Mas tudo isso
pode ser perdido quando ele encontra o Clube do Tigre, bar noturno que é o
grande segredo da população. E lá encontra Lola, mulher misteriosa e passional que
o resgata de suas carências. E põe em risco seus objetivos e a ultrapassar seus
Limites de Segurança.

05.1
Limites de Segurança
Romance - 1991
1ª edição
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2021 - 2ª edição
"Um romance leve, bem-escrito, que flui suave pelas fantasias do leitor. de certa forma, mexe com a pessoa que também pensa em mudar de vida, mas, por alguma razão, não tem coragem de dar o primeiro passo" Eduardo Jablonski em nota para a segunda edição.
04.1 - O Lorde do Casarão - Romance - 1990 - 1ª edição
Este romance traz a vida de Marco que, ao aposentar-se, resolve conhecer a cidade grande e envolve-se na busca de um significado para os seus 51 anos vazios, porém acaba descobrindo que sempre é possível recomeçar.
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03 - Foi Assim... - Contos - 1989
São 26 contos reunidos em 99 páginas. alguns desses contos foram reaproveitados em O Jardim Chinês de Pu-Uan. Na última capa traz algumas declarações do autor.
"... sempre tive visões apocalípticas sobre os fatos, o mundo, tudo..., e isso me carrega de muito medo, muita adrenalina; por isso amenizei bastante quando redigi as primeiras frases, a princípio inibidas, quase paralelas, depois bem mais a vontade..."
"...e o que mais me atrai em criar histórias é o poder mágico de ter acesso ao que as personagens pensam..."
"...me emociona mesmo é lançar no papel uma vida, e a partir daí criar as primeiras ações, ingênuas, em princípio, até que a personagem caminhe por si mesma e então tenho que apressar a escrita para não ficar para trás."
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02.3 - Jogos de Calçada - Poesias - 2004 - 3ª edição
02.2 - Jogos de Calçada - Poesias -1996 - 2ª edição
02.1 - Jogos de Calçada - Poesias - 1992 - 1ª edição
Muito mais que os contos, crônicas e romances, é a poesia que mais se identifica com o autor, pois ela está sempre vazando, como uma caixa d'água, é impossível de ser consertada, longe de ser percebida por quem não está atento.
basta conhecê-lo por um minuto e se desvenda todo o mistério das entrelinhas, toda a magia, as molecagens, os jogos de calçada, as loucuras, os sonhos, os amores,... tudo que a vida é capaz de criar para que alguém sinta vontade de acordar na manhã seguinte, quer para comemorar ou tentar se erguer outra vez.
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01.1 - Muralha de Cristal
Poesia
1984
" Muralha de Cristal é a arte de João que revela ao leitor a doçura e a força paralelas em suas poesias. do romantismo até a realidade dos dias atuais João consegue transmitir sempre a sensibilidade e a candura do poeta."
Silvia Cica Medeiros - atriz
01.2 - Muralha de Cristal
Poesia
2ª edição
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O primeiro livro foi uma afirmação: É isto que quero fazer. Independente dos percalços, dos amores, das atividades profissionais, de tudo o mais; vou ser escritor. É isto que me completa. E é assim desde minha passagem pela Escola Estadual Maria Josefina Becker, em Gravataí/RS, ainda adolescente. Sobre este fato tenho uma crônica publicada em Das Coisas de Pouca Importância, na página 42 que mostra bem este momento da minha vida:
Da biblioteca
Fiz o exame de admissão ao
ginásio e passei em Segunda Época. Junto ao irmão Flávio. Ele não voltou a
estudar. Naquela época, antes da reforma do ensino, se estudava até o quinto
ano. Para entrar no ginásio havia o exame de admissão. Uma espécie de
vestibular. Reprovamos na primeira prova. A Primeira Época como era chamada. A
prova testava conhecimentos de Português, Matemática e Estudos Sociais, uma
mistura de História e Geografia.
Para a Segunda Época, nossa
mãe contratou um gênio para nos dar aula. Era filho de uma amiga. O professor
Setembrino. Era o homem mais inteligente e culto que conhecíamos. Impossível
não ser aprovado depois dos esclarecimentos do professor Setembrino. Homem com
mais de dez cursos superiores. Nos fazia entender as coisas e não simplesmente
decorar como fazê-las. Três décadas depois era professor universitário e o
veríamos no Jornal Nacional. Estava
sendo preso por pedofilia. Mas essa é outra história.
Após o exame de admissão
teríamos mais três anos de estudo. Aprovados, descobrimos com tristeza que não
havia escola pública suficiente em Canoas. A demanda de alunos que chegaram ao
ginásio era grande. A mãe fez uma pequena mala e me levou até Gravataí. Uma
viagem de cinco, seis horas. Hoje o mesmo trajeto de carro se faz em vinte
minutos. Ela passou o dia comigo na casa da minha madrinha. Quando o dia chegou
ao fim, despediu-se e tomou o ônibus para Porto Alegre. Lá desembarcaria na
Avenida Farrapos e tomaria outro ônibus para Canoas. E por fim caminharia mais
um quilômetro até chegar a nossa casa.
Em nenhum momento imaginei
que não gostasse de mim. Sabia o tempo todo, na análise infantil, que a mãe
agia por amor. Amor não confesso, mas amor. Naquela época não existia esta
coisa de mãe ficar agarrada com filhos. As coisas tinham uma razão de ser e em
algum momento eu descobriria.
Então fui matriculado no
Maria Josefina Becker. Ficava no prédio do Ginásio Dom Feliciano onde hoje está
o colégio Nicolau Chiavaro.
Os meninos ficavam batendo
bola no pátio da escola. Por ser menino rural não tinha intimidade alguma com a
bola. Também não conhecia os garotos que já estavam enturmados desde o ano
anterior.
Usávamos uniformes. Isto era
uma novidade. Calça social e camisa branca com abotoaduras. Era o máximo. Ia
pela rua Dr. Luís em direção à praça. Todos os comerciantes, donas de casa,
farmacêuticos e passantes sabiam tratar-se de um estudante. Um orgulho se
instalou em mim. Era um estudante do ginásio.
Precisava me esconder dos
jogos de futebol no intervalo das aulas. E encontrei o melhor lugar do mundo
para isso: a biblioteca. Ela ficava no segundo andar. Tínhamos que subir por
uma escadinha de madeira com um corrimão, também de madeira, que bambeava
quando nele alguém se apoiava. Era um mundo novo que surgia no final daquela
escada. Lá havia todo o tipo de livros: de mistério, romance, aventura, poesia.
A bibliotecária levantou os
olhos de sua leitura quando viu aquele menino franzino fugindo do futebol.
Toquei as lombadas dos livros. Talvez
ela tivesse pensado: “Que estranha maneira de ler. Com os dedos”. Eu queria
sentir as palavras. Manteve-se calada em
sua mesa de madeira escura e com entalhes artesanais. Eu me perguntava como era
escrever um livro. Como decidir qual título dar a uma obra. Como decidir quem
morre e quem vive na história. Quem casa. Quem viaja. Quem vai para outra
cidade estudar. Quem fica na lavoura trabalhando.
Retirei um livro da
prateleira: O Último dos Moicanos. Na
capa o índio solitário com seu cavalo. Ia em meio à floresta. Seguia por uma
trilha exposto às intempéries. Cooper o seu autor. Olhei para a bibliotecária a
pedir, mudo, permissão para retirar o livro de seu lugar. Queria fazer a
leitura. Ela apenas fez um aceno de cabeça. Esboçou um sorriso de permissão.
Acho que as bibliotecárias deveriam ser todas assim. As bibliotecárias de fato.
Aquelas que têm amor à profissão. Elas não devem se preocupar tanto com a ordem
dos livros. Mas sim que os leitores leiam. Este mesmo aceno de cabeça e este
sorriso encontro, anos depois, muitos anos depois, na bibliotecária Cláudia
Netto. E sempre que um menino retira um livro da estante. A impressão que nos
passa é que ela não está muito interessada na ordem em que o livro vai estar.
Seu interesse é que as crianças acessem os livros nas prateleiras. E só. Depois
se refugiem em um canto ao prazer de uma bela aventura bem narrada. Não deve
ter nada mais assustador para uma criança do que um adulto lhe cobrando uma
ordem por autor. E por título. Alinhando os livros numa simetria impecável.
Soldadinhos comunistas marchando numa gigantesca parada militar.
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